O conteúdo que você está tentando acessar é reservado apenas aos profissionais de saúde habilitados a prescrever no Brasil. Seu perfil atual não permite que você acesse este conteúdo. Se você acha que foi um erro, entre em contato conosco para obter suporte.

Bebê prematuro

SDR: Métodos de administração de surfactante

15 minutos

Caso Clínico

Mãe com 29 anos, gesta 1 para 0, com 28 semanas de idade gestacional por exame ecográfico com 8 semanas de gestação. Tipo sanguíneo A, Rh positivo. Fez 6 consultas de pré-natal, iniciou com pré-eclâmpsia com 21 semanas de gestação. Usou alfa-metildopa como anti-hipertensivo. Nenhuma outra intercorrência durante a gestação. Os títulos para Lues, Toxoplasmose, Hepatite B e HIV foram negativos.Necessitou interromper a gestação por sofrimento fetal. Fez uso de duas doses de betametasona e usou sulfato de magnésio antes do parto. Parto cesariano, bolsa rota no momento do parto, líquido amniótico claro.
 
Recém-nascido masculino com escore de Apgar 6 no primeiro minuto e 8 no quinto minuto de vida. Necessitou do uso de CPAP na sala de parto. Peso de nascimento 980 gramas, comprimento de 36 cm e perímetro cefálico de 26 cm. Foi transferido para a UTI neonatal em CPAP de 5 cm e FIO2 de 0,25.
 
Na chegada à UTI neonatal, a temperatura axilar era 36,5°C, glicemia 60 mg/dL, foi colocado em uma incubadora, mantido em CPAP nasal e colocada uma sonda nasogástrica.O exame radiológico de tórax mostrou campos pulmonares hipoaerados e granulações finas disseminadas por ambos os pulmões, com algum broncograma aéreo, sendo feito diagnóstico de SRD – Síndrome do Desconforto Respiratório (figura 1).Foram inseridos cateteres na artéria umbilical e na veia umbilical.O recém-nascido foi mantido em CPAP 5 cm e FIO2 de 0,25. A gasometria colhida da artéria umbilical mostrou pH 7,25 e pCO2 36 torr. A saturação de hemoglobina era 92%.
 
A dificuldade respiratória aumentou e a necessidade de oxigênio chegou a FIO2 de 0,35 na primeira hora e meia de vida, para manter a saturação de hemoglobina em 90%.
 
Foi indicada a administração de surfactante exógeno.
 
O recém-nascido foi tratado com 200 mg/kg de alfaporactanto pela técnica minimamente invasiva. Houve melhora do quadro respiratório, diminuição da necessidade de oxigênio e o recém-nascido foi mantido em CPAP nasal, sem necessidade de intubação nem de ventilação mecânica.No primeiro dia de vida, também foi iniciado o citrato de cafeína EV, na dose de ataque 20 mg/kg e dose de manutenção 10 mg/kg, uma vez ao dia.

Quer continuar vendo este conteúdo? Faça seu cadastro ou acesse sua conta

Este conteúdo é destinado a profissionais prescritores de medicamentos

15 minutos